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domingo, 5 de outubro de 2014

Os chinelos no mundo árabe

Os árabes sempre de chinelos

Devemos aos árabes algumas invenções importantes, tais como os algarismos arábicos, o astrolábio, o cheque bancário e os chinelos slide de couro.

Isso mesmo. Na Arábia Saudita, assim como nos Emirados Árabes, os chinelos slide são muito populares, inclusive entre sheiks e sultões. Veja abaixo um exemplo de que, na bagagem de um sultão, nunca podem faltar várias opções de chinelos:

Em bagagem de sultão não podem faltar várias opções de chinelos. De griffe, é claro.

Esse hábito milenar deve-se ao clima, sempre muito quente, e à tradição de se entrar descalço nas mesquitas, fazendo do chinelo slide a opção ideal por ser fácil de colocar e retirar, além de deixar os pés bem ventilados no calor. Um outro detalhe é que os árabes valorizam muito a própria cultura e não adotaram muitos costumes estrangeiros, como por exemplo, os chinelos de dedo, especialmente os de borracha. Por lá o costume são os chinelos slide, normalmente feitos de couro.

No Brasil houve uma grande migração de árabes, por isso nós estamos bastante familiarizados com sua culinária, citando por exemplo o kibe e a esfiha, tão populares em fast foods como o Mister Sheik, o Almanara e o Esfiha Chic, espalhados por todo o país, só para citar os exemplos mais famosos. E como nós não temos terrorismo no Brasil, por aqui a comunidade árabe sempre foi e na verdade é muito querida e bem vista. Graças a Deus por aqui ninguém sofre preconceito apenas por ter origem árabe, ao contrário de países como os Estados Unidos, onde o racismo é muito forte e bem explícito.

Voltando ao assunto, aqui vai uma dica de etiqueta valiosíssima: saibam que os árabes consideram uma grande falta de educação mostrar as solas dos sapatos ao cruzar as pernas. Portanto, se um dia você tiver uma reunião de negócios importante com algum figurão, digamos, do Dubai, preste muita atenção nesse detalhe! :)

Em Dubai os milionários só andam de chinelo. De griffe, é claro.




Modelo árabe deportado em 2013 por ser bonito demais. Vá entender...

No Brasil, como se pudesse ser diferente, em porta de mesquita só se vêem Havaianas:

Em porta de mesquita brasileira só dá Havaianas
O post de hoje foi uma pequena homenagem ao povo que não só nos apresentou ao nosso querido CAFÉ como também nos livrou dos algarismos romanos!





domingo, 26 de julho de 2009

A arte de chinelar

Algumas pessoas colecionam selos. Outras, insetos. Tem gente que coleciona tampinhas de garrafa, latas de cerveja, bichinhos de porcelana ou pelúcia, revistas, figurinhas, moedas antigas... E por aí vai. Eu coleciono chinelos.


Obviamente não é qualquer chinelo que entra na minha coleção. Eu, como todo colecionador, tenho critérios. Eu analiso, entre outros, o material, o design, o visual no pé e fora do pé, o conforto, a bossa... Sim, isso mesmo, a bossa. O estilo. O look. Tem chinelo que é lindo, mas no pé fica feio. Tem chinelo que por si não tem graça, mas que no pé fica um tesão. Mas, além disso, o chinelo tem que combinar com a bossa do cara que está usando. Cada visual, cada homem, cada situação diferente exigem um chinelo específico para a ocasião.


É difícil ser elegante de chinelo. Isso tem que ter a ver com o cara, senão fica brega. Tem cara que não tem o estilo chinelo, e tem cara que tem os pés muito feios ou maltratados. Pé feio a gente até engole, mas pé maltratado não dá. Vc pode até usar terno e chinelo, mas tem que combinar com vc, com a situação, com o ambiente e, obviamente, com o terno. Não é qualquer terno que vai com chinelo, e nem qualquer chinelo, e esse look tem que combinar com o cara que está usando, com o ambiente onde ele está e com a situação presente. O segredo é não ser radical, tem hora e momento que o melhor mesmo é ir de sapato.


Voltando à minha coleção, eu tenho uma preferência especial por Havaianas. Quando eu era moleque, de família burguesa, só os empregados usavam Havaianas. E eu achava aquele azulzinho das Tradicionais uma coisa totalmente brega. Ao longo dos anos, e com o reposicionamento da marca nos anos 1990, eu fui assumindo meu tesão por elas admitindo para mim mesmo que eu achava brega porque era coisa de pobre. Lá no fundo, eu queria mesmo era esfregá-las pelo meu corpo e me masturbar com elas. Esta parte sobre a origem e a evolução do meu tesão por chinelos e Havaianas é muito longa, outra hora eu conto essa história.


Mais da metade dos meus mais de 160 pares de chinelos, papetes e sandálias é de Havaianas. Desde as deliciosas Tradicionais (nas cores preta e azul claro, as mais deliciosas, mas tb recentemente em verde limão, verde mata, azul marinho e chocolate!!!) até os modelos mais recentes e mais transados, como a Trail e a Wave. A maior parte delas, assim como o resto da coleção, é formada por números maiores que o meu. Das Havaianas eu inclusive tenho algumas coleções dentro da coleção. Por exemplo: eu tenho uma coleção de Havaianas 45/46 de vários tipos, desde Tradicional, Top, Brasil até a Surf, tudo tamanho 46, tenho tb uma coleção de Havaianas Tradicionais pretas do 39 ao 48 e outra das Tradicionais Azul Claro tb do 39 ao 48.


Além das Havaianas, eu tenho muitos outros pares de chinelo de dedo e de chinelo de enfiar o pé, além de papetes e sandálias. Um dos meus chinelos de dedo favoritos é um Olimpikus, um modelo bem conhecido, com tiras largas e uma puta sola grossa, tamanho 48. É um puta chinelão! Vai da ponta do meu dedo médio até a ponta do meu cotovelo, é enorme, mais comprido que o meu antebraço! Meu sonho seria chupar um pezão que coubesse nesse chinelão. Outro par 48 que Tb é um dos meus favoritos é um chinelão de couro marrom com sola de borracha da marca Italianinho, daquele tipo Chinelão do Papai, de enfiar o pé (não de dedo), que é um tesão. Tb vai do dedo ao cotovelo, e aquele couro tem um cheirinho delicioso... Meu outro sonho é pendurar esse chinelão numa pica bem grande, dura e grossa, fazer a cabeça do pau ficar ali no lugar dos dedos, como se fosse um dedão do pé, e dar uma chupada bem gostosa nela. Um outro favorito é um chinelo de praia, tipo surfista, com a sola de espuma de borracha e as tiras, largas, tecidas com desenhos tribais, tamanho 52!!! Meu terceiro sonho é transar com um pé 52, deve ser algo realmente extraordinário tocar, beijar, cheirar, lamber e experimentar vários chinelos em um pezão 52, tesão puro. Um outro modelo que eu estou curtindo atualmente é o modelo chamado Harlem da Everlast. É um chinelo com o cabedal em forma de X, todo feito em borracha preta, com um solado flexível maravilhoso, um conforto do caralho, um puta tesão de chinelo, e é totalmente lavável e impermeável, dá para usar desde a praia, chuveiro, até no mato ou mesmo na cidade, super tesão, super lindo, super versátil

Bom, este foi apenas o início desta deliciosa jornada pelos chinelos do mundo. Chinelões: uni-vos! Homens do mundo: mostrem seus pés!